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JUR.NAL ONLINE

Jornal Oficial dos Estudantes da NOVA School of Law

Jornal Oficial dos Estudantes da NOVA School of Law

12
Dez19

Uma Aventura no Oriente III

Jur.nal

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Já se vai evaporando esta miragem deslumbrada com cheiro a novidade. Já sabe a pouco este vinho que me deixava alegre.

O que é voltar? Voltar significa regresso, mas a que chamam ao retrocesso de um processo que envolveu mais que lançar cartas?

Já pouco aqui se passa que chame a atenção, pois a lei da vida é a racionalização de qualquer significância ao nada.

Uns despedem-se das aventuras pelo globo.

Há quem se despeça mais do campus, do quartinho que decorou para poder chamar de casa.

Outros despedem-se uns dos outros, com promessas de voltar.

E há sempre quem se vá despedindo de cada bocadinho rotineiro, cada lugar no qual, inconscientemente, se senta todos os dias na cantina, aqueles noodles de pequeno-almoço, o inverno que mais parece primavera, a biblioteca de estética arquitetura com milhares de livros espalhados em 5 andares; e das relações de vizinhança – vida cheia de gente, contente descontente, se cruza todos os dias e dá aquele apoio moral na única despedida que temos tido em comum: mais uma pinga de café por cada página virada, cada desespero nesta correria de 2 semanas nas quais já pouco nos cruzamos, no que não seja nesta companhia de noites de estudo esquizofrénicas de quem corre contra o tempo.

E ele não pára de correr.

Mas resta alguém que se despeça de si próprio? Também isso será comum?

Resta-me a graça desgraçada de me arrastar por velhas ruas e velhas gentes, enquanto todos se voltam a expressar na forma mais eficaz de violência: e vai um boato, e vai uma ofensa e vão posts de raiva injustificada. Encolhem o mundo na rotina da mesma hora, transporte, bom dia, boa tarde, qual tranbordo de sociabilidade perfumada! Perfume de intenso e espalhado que enjoa, bem como os sucessos efémeros das vedetas na sua bolha.

Aqui absorve-se água transparente, desde luzes nela refletidas até horas depois as nuvens se esgueirando perseguindo-se em linha reta.

Será um televisor sem sinal que só mostra quadradinhos pretos e brancos que se ondulam sem perderem forma, ainda que disformes?

Mas que na verdade absorve a vista no primeiro momento e de resto já capta o preguiçoso embasbacado, que com vício se deixa especar nesse nada.

Olhar cativo da rotina que sempre cativa pelo conforto. Como se sonha acordado, lá olhamos e voltamos a fitar, até que desviamos o olhar e, por alguma ciência que não me cabe a mim deslindar, já ele se acostuma ao padrão e ainda está a ver a quadrilhagem ao redor. Que impressão causa esta cegueira de vermos tudo igual.

Receio que crie nova velha deficiência de tanto ver mais do mesmo e que o que de colorido vi fique sotoposto, que sempre que tente ver o programa, continue a ir abaixo e me volte a juntar ao vício do preto e branco e não me vou querer levantar. Dá trabalho.

Porque tudo dá trabalho e se nos habituamos, deixamo-nos perder nessa fixação. Se um dia temos a chave de mudar, podemos bem perdê-la e não há chave duplicada.

E se perco?

No fundo que mudança de mundo quando se sai do televisor e estamos em casa, passa o circo e não sou personagem do outro lado; é Natal e mais um ano passa.

Adeus Macau.

E se perco

Já não sei a morada.

E se não souber

Espalhou-se por aqui que não há morada fixa.

 

Madalena Almeida

Aluna do 3.º ano da Licenciatura (atualmente em Erasmus em Macau)

24
Set19

Uma Aventura no Oriente

Jur.nal

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23 de agosto 2019

 

 

Nem sempre tudo o que fazemos muito em função das modas e bons testemunhos tem os seus alicerces nos mesmos motivos e, estranhamente ou não, os mesmos percursos podem levar-nos a absorver e carregar sentimentos muito diferentes.

 

Apesar de ter chegado a Macau há apenas uma semana, tenho compreendido algo que é tão senso comum, mas não tão fácil de captar: cada pessoa leva um programa de intercâmbio com um peso e leveza distintos e cada qual tem no seu subconsciente as verdadeiras razões por detrás disso, que sempre ultrapassam o querer enriquecer o currículo.

 

O sítio que escolhemos também acaba por dizer muito sobre os desafios e interesses que queremos encarar. Acabo por sentir que fazer um intercâmbio em Macau se tem revelado uma turbulência de emoções. Como disse acima, só passou uma semana, mas quando os dias são imprevisíveis, quando estamos a adaptar-nos ao outro, a um outro tão diferente de nós, a um lugar onde somos estranhos em sentido amplo, poucos dias sabem a muito; somos mais capazes todos os dias porque agora estamos por nossa conta. Começar do zero desta forma não se compara a qualquer experiência e deverá ser por isso que cedo nos é dito que é importante passar por isto, crescer.

 

5 de setembro 2019

 

Crescer.

 

20 dias passaram desde que cheguei aqui e o meu crescimento, autoconhecimento e capacidade de superação atingiram níveis que um par de anos não pareceu carregar.

 

Nas primeiras noites e manhãs tive frio. Foi um frio similar àquele frio de dormir com uma botija de água quente porque é mais confortável, o mesmo frio de ser verão e ficar no sofá com a manta só a cobrir os pés porque sim. É o frio do aconchego, da necessidade de privacidade, de ver todos os dias pessoas tão diferentes de mim e ainda assim ser eu A pessoa diferente, a estranha.

 

Não há um manual de instruções que nos ensine a pôr de parte certos estereótipos e preconceitos que nem sabíamos bem que tínhamos; que nos ensine o que se faz fora da bolha na qual vivemos: cá somos ninguém para toda a gente, não temos o nosso quarto, família e amigos, vivemos com um budget mais contado. Aterrámos aqui e o mecanismo de defesa é comparar tudo e todos com o que conhecemos e o que conhecemos é, na nossa cabeça, melhor. Mas só é melhor porque não é difícil e o difícil nisto vem da maneira como mexe com o ego e com inseguranças.

 

No fundo, há que aceitar que não vamos controlar 99,(9)% do nosso dia e das duas uma: ou embarcamos ou nos refugiamos no quarto à espera que um monte de desconhecidos batam à porta com o sonho de serem nossos amigos.

 

Vir estudar para Macau não é um tipo de intercâmbio do género «férias grandes» e a Universidade de Macau tem muito de similar à Nova, seja no método de avaliação, seja na proximidade professor-aluno. Uma grande diferença passa por um requisito de presenças obrigatórias a 80% das aulas, bem como um horário mais próximo do que chamamos de pós-laboral, o que, por um lado, permite ao estudante aproveitar todo o seu dia e, por outro, poder ainda fazer planos para a noite. Tem-se afigurado uma faculdade exigente e proporciona as equivalências necessárias para fazermos um semestre similar ao que faríamos na Nova.

 

Na minha ótica, essa rotina diária e seriedade conferem boas ferramentas de comparação entre o ensino português e o macaense, rodeiam-nos de portugueses que vivem e estudam cá – quer nascidos em Macau ou vindos de Portugal – e conseguimos atingir um certo tato e sensibilidade sobre como se vive aqui, o que não é certamente possível em todas as faculdades; nem há qualquer outra cultura em que vejamos um distanciamento tão grande e, ao mesmo tempo, a proximidade com Portugal.

 

Com isto, pretendo dar uma perspetiva transparente, sendo esse o lema que adoto sempre. Fazer um intercâmbio tem tanto de liberdade, de festa, surpresas, de um desapego saudável aos bens materiais, lugares e pessoas que nos acrescentam, como de uma quantidade de desafios iniciais que nos fazem questionar se isto é certo, se estamos a fazer o nosso melhor, que nos obrigam a saber gerir horários, gerir dinheiro, lidar com situações inesperadas, lidar com alguma solidão. Há um processo de normalização e abrir a mente desde o dia 1. E desde o dia 1, cresci. E todos os dias compreendo-me melhor, relativizo os meus medos e continuo a brotar.

 

Passam 20 dias e sou mais feliz por estar do outro lado do mundo a deixar-me contagiar pela beleza da diferença.

 

Madalena Almeida

Aluna do 3.º ano da Licenciatura (atualmente em Erasmus em Macau)

 

11
Mai19

Entrevistas #4 - Paula Sousa

Jur.nal

A nossa querida Paulinha (D. Paula para quem é mais tímido) é a última convidada do segmento Entrevistas do JUR.NAL deste semestre. Vemo-la todos os dias mas pouco conhecemos dela. 15 minutos de conversa numa tarde amena, lá para os lados da esplanada do bar, e eis que entramos na vida desta bonita senhora que alegra os nossos dias, aqui, no Campus de Campolide! 

 

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Conhecemo-la todos por D. Paula. Queremos, finalmente, saber: qual é o seu apelido?

- Sousa. Paula Sousa.

 

Pois. Quem a segue no Instagram sabe. Quem não a segue, não sabe… (risos). E há quanto tempo é a “D. Paula do Bar”? Há quantos anos é que trabalha aqui?

- Vai fazer quatro anos no dia 19 de Setembro.  

 

Já que trabalha aqui há alguns anos, queríamos, então, saber se quando se levanta da cama de manhã pensa: “lá vou eu ter de os aturar [aos alunos] mais um dia…” ou levanta-se e fica alegre porque nos vai ver?

- Trabalho na ICA há 32 anos, e de há 4 anos para cá que acordo bem-disposta, sem problemas, sem stress e gosto de vir para cá. 

 

E dorme bem, não tem pesadelos connosco, então?

- Não tenho pesadelos (risos).  

 

Muito bem. Pegando nisso, queríamos saber se a sua boa-disposição e à-vontade connosco é algo propositado para que o dia corra bem connosco, e para nos “suportar”, ou é algo que é inerente à sua personalidade?

- A minha personalidade é estar sempre a brincar, sempre bem-disposta. Mas, claro, neste trabalho eu consigo ser aquilo que sou de verdadeNos outros trabalhos em que estive, tinha de ser mais séria.  

 

Onde é que já trabalhou?

- Já trabalhei na Presidência da República… 

 

A sério?

- Sim. Também trabalhei na Rover – nos jipes -, na Beiersdorf em Queluz, na fábrica da Sumol… sempre em refeitório. E quando estamos numa fábrica onde, por exemplo, há muitos homens, temos de ter outra postura. Aqui [no Bar da FDUNL], não. Eu posso brincar, posso mandar bocas, posso fazer o que quero porque vocês [alunos] também me dão asas para tal.  

 

A verdadeira Paula é, então, aquela que brinca?

- Sim. Sou naturalmente bem-disposta.  

 

Voltando à Presidência da República: quer dizer que já serviu Presidentes da República?

- Já. Jorge Sampaio, Cavaco Silva e ainda ‘apanhei’ seis meses com o Marcelo.  

 

E privou com eles?

- O Jorge Sampaio almoçava com a mulher no refeitório e muitas vezes sentava-se à mesa connosco [empregados]. Já o Cavaco Silva, só estávamos ou falávamos com ele nas festas de natal, porque haviam sempre festas de natal e nós [empregados do refeitório] éramos convidados e íamos. Era muito simpático, mas mais fechado. Quanto ao Marcelo, não ia almoçar, aliás ele não almoça; come uma sandes e bebe um sumol de ananás. Mas falava-nos quando se cruzava connosco nos jardins ou nos corredores.  

 

Muito bem. Gosta da sua profissão, de servir as pessoas? Ou apenas teve de ser?

- Também teve de ser… porque eu cheguei ao 9º ano, comecei a namorar e não quis continuar os estudos. Casei-me cedo (juntei-me com 17 anos) e comecei a trabalhar logo na empresa… Mas gosto daquilo que faço porque atendo ao público. Gosto. De conversar, de brincar.  

 

E atender os mais novos…

- É o que digo. 5 estrelas. Mas chego a casa cansada… porque falo muito. O meu marido nota que eu, desde que vim para aqui, sou mais calada. (Risos). Porque converso, brinco, rio-me e, então, chego a casa mais cansada.  

 

Mas, mesmo assim, consegue acordar bem-disposta…

- Acordo, e acordo às 4:45 horas da manhã! Às 6:15 horas já estou aqui a trabalhar. 

 

Ainda dorme, então, menos que o Presidente Marcelo…? 

- (Risos). Não, porque deito-me cedo. Às 22:30 horas já estou a dormir.  

 

Agora em relação a nós, alunos, já estando a D. Paula aqui há quatro anos, queríamos saber se nota a evolução que vamos tendo, mesmo a nível físico, mas também nas relações consigo e com os outros?

- Noto diferença em alguns. No primeiro ano são muito fechados e tímidos; no segundo ano já conseguem manter uma conversa… e gosto de tudo o que vocês têm: as festas, o convívio. Eu não tinha ideia do que era uma Universidade. Para mim era virem aqui e terem aulas. Portanto, isso tudo para mim é giro e eu gosto.  

 

Uma questão mais difícil: têm circulado uns ‘zunzuns’ de que a D. Paula sevai embora num futuro próximo. É verdade? Pode falar disso?

- Posso falar. Eu trabalho para uma empresa. Se a empresa não renovar o meu contrato com a Universidade, vai embora e é normal que eu vá com eles. O que não quer dizer que a empresa que venha para aqui, ou as pessoas que venham tomar conta do bar não me convidem. Se me convidarem, eu fico. Porque não quero ir com a ICA.  

 

Isso envolveria ter de mudar de empresa…?

- Mas os contractos de refeitórios são iguais – eu continuaria com os 32 anos de serviço. O meu contrato passaria para a empresa que viesse para cá. Portanto, se me convidarem, eu aceito, porque quero ficar aqui; se não me convidarem, sou obrigada a ir com eles [com a empresa].  

 

E se for, vai com saudade…

- Vou. No dia 29 de março, até, éramos para ir já embora e eu pedi à empresa que me despedisse e que me desse a carta para o fundo de desemprego, porque já não tenho vontade… 

 

Se não estiver aqui, não quer estar em mais nenhum sítio, é isso? 

- Sim. Com a ICA, não. E queria ficar aqui. Gosto disto. Nestes quatro anos tive problemas na minha vida, de que vocês não se aperceberam, e estive sempre bem porque vocês também me ajudam a que eu vá estando bem. (Vocês ainda chegam a ser mais novos que a minha filha, que tem 26 anos…) É o que eu digo aqui, quando as minhas colegas novas chegam: temos de lhes facilitar porque eles ajudam-nos; ao fim e ao cabo, não nos ‘chateiam’. Temos de ser amigas deles porque eles são nossos amigos. E, muitas vezes, em relação a dinheiros eu tenho de dizer que há pessoas honestas, estando nós a falar de miúdos de 19 anos. Eu cheguei a dar troco e virem ter comigo ao fim de uma ou duas horas a dizer: D. Paula, deu-me dinheiro a mais.  

 

Isso também terá a ver com o facto de a D. Paula cultivar a relação de proximidade connosco. Se acontecesse com outra empregada, talvez o desfecho não fosse o mesmo… 

- Não sei. Mas os miúdos – para mim são miúdos - são mesmo honestos. Não estão aqui para fazer mal. Estão aqui para estudar, para ‘curtir’ os anos de Faculdade e não para prejudicar alguém.  

 

Voltando ao seu contrato, tinha dito que ia acabar a 29 de março…? 

- Sim, o contrato acabou mas conseguimos ficar até dezembroMas não mais do que isso.  

 

Muito bem. Já falámos dos alunos, queríamos agora saber da sua relação com os Professores e funcionários (risos). Talvez tivesse a ideia, quando veio, de que os Professores universitários são muito sérios. Confirma-se?

- Sim. Há Professores que são sérios, mas também há outros (que eu não sei o nome) …  

 

Pode-nos falar em geral (risos).

- Sim, porque não sei os nomes. Há uns que são simpáticos. Mas há um ou outro que são mais arrogantes, mesmo. Enfim, em geral são mais os antipáticos do que os simpáticos… 

 

E os funcionários do outro lado [da Faculdade]?

- É normal. Uns chatos, outros menos chatos. Umas pessoas mais conflituosas, outras menos conflituosas. Mas eu gosto de estar aqui [a trabalhar no Bar] pelos alunos, não pelos Professores nem por mais ninguém. 

 

[momento em que alguém abre a porta que dá acesso à esplanada] E esta porta daqui, incomoda-a ou nem por isso? Sempre a bater… e quando está frio, deixam a porta aberta…

- A mim não me faz confusão nenhuma… só estou à espera do momento em que ela parta (risos).  

 

Para acabar, uma pergunta para encaminhar para a última: qual é a sua idade? 

- Tenho 48 anos.  

 

Muito bem. E agora vamos colocar-lhe a pergunta que já combinámos, para acabar da melhor forma: como é o sexo depois dos 40? (Risos).

- Depois dos 40, a coisa tem de ser com mais calma, mais trabalhada. Principalmente se for a mulher, que se tiver 48 anos já está na menopausa, já tem dores na coluna, já tem dores nas pernas… Portanto é tudo com mais calma e mais carinho. Não pode ser aquelas ‘rapidinhas’ que vocês dão na vossa idade… 

 

Para terminar - e agora sim – pedimos-lhe uma mensagem para nós, alunos. 

- Divirtam-se, gozem bem a vida, não façam muitas asneiras – tabacoaquele que faz rir, as bebidas alcoólicas – riam-se, brinquem, porque vão ter uma vida muito difícil pela frente. Vão ter muitos obstáculos, vão ter de engolir muitos ‘sapos’ na vida, dissabores, dias maus. Portanto, aproveitem estes anos de Universidade que eu gostava de ter vivido e não vivi…  

 

18
Abr19

Eu e a FDUNL - Prof. Dr. Jorge Morais Carvalho

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Tudo começou há vinte e três anos, algures no Liceu Francês, quando a Sophie me falou de uma faculdade de direito que iria abrir no ano seguinte, precisamente o ano em que iríamos entrar para a Faculdade. Para quem não fazia a mínima ideia do que queria fazer, a ideia de uma faculdade nova, numa área abrangente, pareceu-me perfeita. Julgo que ficou logo decidido, porque não valia a pena pensar muito no assunto. Até porque o BAC ainda estava pela frente. E a ideia de poder continuar a usar o 58 para ir para as aulas também era agradável, devo confessar. Só espero que a Professora Ana Prata não me leia aqui a confessar, se não levo já um puxão de orelhas…

 

Um ano depois, lá estava, com a minha mãe, na Marquês de Alorna, a preencher o formulário de candidatura ao ensino superior (em papel, imagine-se). Primeira opção: Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa; as outras, ciência política, relações internacionais e outras opções do género, entre a FCSH e o Técnico. Ainda cheguei também a ir à Católica fazer uma prova de acesso. Acho que, nessa altura, devia fazer parte do pacote. A verdade é que, de todos os colegas com quem fui fazer a prova nesse dia, todos acabamos na FDUNL.

 

E, imagino, perguntam-me agora: como é que eram conhecidos os resultados das candidaturas ao ensino superior? Talvez não perguntem, mas eu respondo na mesma. A opção mais rápida era ir à Reitoria da Universidade de Lisboa, ali na Cidade Universitária, à meia-noite de um determinado dia do Verão de 1997. Lá fomos, a minha mãe e eu. Folhas afixadas nas vitrinas. FDUNL.

 

Uns dias depois, mais uma viagem, novamente curta, em direção a Campolide. Adivinham com quem? A secretaria da FDUNL era numa pequena sala no piso térreo da Faculdade de Economia. Lembro-me bem do Pedro, que aí nos recebia no primeiro ano com uma enorme simpatia, e de quem fiquei amigo, até lhe perder o rasto uns anos mais tarde. Número de aluno: 49. Desde sempre, o número do meu avô. Nada podia correr mal.

 

Uns dias mais tarde, já sem a minha mãe, voltei a Campolide – de 58, como não poderia deixar de ser – para a primeira aula da licenciatura. Com mais cinco colegas do Liceu Francês. Salão Nobre da Faculdade de Economia. Com uma rede no teto para que este não nos caísse em cima. Professor Freitas do Amaral. Eu, boquiaberto, fascinado, a ouvi-lo. O Marcos, a Vera, o Filipe, o Francisco e muitos outros a mostrar desde logo que ali as aulas eram dialogadas. Do ponto de vista pessoal, uma liberdade que nunca sentira antes. Muitos treinos de futebol com a equipa da Faculdade de Economia (à hora das aulas de Fundamentos da Lógica e do Método Científico, pelo que não admira ter sido a única cadeira que chumbei em todo o curso). Jogos de cartas. Matraquilhos. Festas. Viagens. Tunísia, com o Diogo e o Pedro. Praga e Viena, com a Célia e a Joana. Mas também sessões de cinema na Cinemateca, com comentários após o filme.

 

As eleições para a (primeira) Associação de Estudantes também foram históricas. Três candidatos (André, Tiny e Francisco) numa turma de 60 ou 70 estudantes mais assíduos.

 

No ano seguinte, a nossa equipa de futebol masculino. Em sessenta ou setenta rapazes dos dois anos da FDUNL, tínhamos um plantel para aí com trinta e cinco jogadores, a maioria com vocação para extremo direito do banco de suplentes. Mas foi divertido. E não perdemos os jogos todos.

 

No final do primeiro semestre do segundo ano, o meu primeiro 6. Sim, as notas eram de 0 a 6. Foi na melhoria de Introdução ao Direito. Que felicidade! Provavelmente o momento mais decisivo para fazer aquilo que hoje faço. Esse e, logo a seguir, a disciplina de Teoria Geral do Direito Civil II, com o Professor Ferreira de Almeida, que ainda por cima tinha um lugar cativo a poucos metros de mim e do meu pai no antigo Estádio da Luz.

 

O meu primeiro texto publicado, excetuando os boletins informativos, em que assinalávamos com grande destaque as vitórias desportivas contra a Faculdade de Economia, foi o trabalho que fiz na cadeira de Direito Comunitário, sobre o acórdão Bosman. Primeiro número da revista Themis, a revista da nossa Faculdade, em 2000.

 

2000 foi um ano muito animado por outras razões. Em fevereiro, fui com os Gonçalos e com o Francisco a Budapeste participar no Moot Court. Em novembro, foi a European Student Conference, em Berlim, com o Gonçalo.

 

Em 2001, na disciplina de Direito do Consumo, num trabalho sobre contratos à distância, o Pedro, o Francisco e eu compramos um terço numa loja online de Fátima, numa altura em que comprar qualquer coisa através da internet era digno de observação. Cada um ficou com um terço de um terço. O Professor Ferreira de Almeida sugeriu que nos arrependêssemos para ver o qual seria a resposta da empresa. Lembro-me de dizer que, pelo sim pelo não, era melhor não arriscar o arrependimento em relação a tal bem!

 

Tive 3 no exame de Direito do Consumo. Grande desilusão. Nesse ano, em julho, começava a funcionar a UMAC, com estudantes a mediar conflitos de consumo. E a escolha era feita em função da nota. Eram dois e eu não fui escolhido. Claro, com aquela nota. Fiz melhoria. Tive 6. E não é que abriu uma terceira vaga. O terceiro melhor colocado não quis passar o Verão a trabalhar e eu fiquei com a vaga. Viva! Em julho, lá comecei, com o Pedro e a Inês como colegas, a Mariana como assessora e o Professor Ferreira de Almeida como coordenador. Voltaria, depois, em 2003, como assessor, o que também teve alguma influência numa parte importante da minha vida. Já lá vamos…

 

Em 2002 vai acabar o curso. E agora? Sessão com metade da turma convocada para explicar o que é o doutoramento na NOVA. E eu, sempre ou quase sempre calado nas aulas, com uma média a rondar o 5 (20º lugar do ranking, talvez, em 50 alunos) levantei o braço e perguntei: “o doutoramento é para um aluno como eu?” O Professor Ferreira de Almeida, que dirigia a sessão com o Professor Freitas do Amaral, respondeu que sim, que tinha o perfil pretendido pela Faculdade. Ficou decidido que me iria candidatar. Era também uma forma de evitar escolher logo um rumo. E eu gostava da FDUNL.

 

Antes de entrar para o doutoramento, 2002 foi ainda vivido com grande intensidade. Em duas tentativas, não consegui ter mais do que 3 a Direito Processual Penal. Espero que o Professor Frederico da Costa Pinto já não se lembre. E a viagem de finalistas? Que saudades de Maragoggi, Porto de Galinhas e Natal. Avisou, avisou, avisou, Que vai rolar a Festa, vai rolar, O povo do Gueto mandou avisar.

 

É verdade que em cinco anos de licenciatura na Faculdade o Benfica não ganhou nenhum campeonato. O Sporting ganhou dois, imagine-se. E o Boavista um. Mas foram cinco anos fantásticos.

 

E a seguir à FDUNL? FDUNL, claro!

 

Comecei o doutoramento, com mais oito ou nove colegas de curso, como a Vera, a Vânia, a Yara, os Gonçalos, o Francisco ou o Pedro e com novos colegas, como a Rita, o Pedro, a Marisa, o Gustavo ou a Catarina. Mas, pela primeira vez, desde os três anos, sem o Pedro Fajardo a acompanhar-me como colega.

 

Aulas estimulantes. Com o Professor Ferreira de Almeida, com a Professora Maria Helena Brito, com o Professor Rui Pinto Duarte, para falar só das disciplinas de Direito Privado. Passei a primeira fase e fui admitido a iniciar a tese de doutoramento. Na escolha do tema, pesou o coração, mas tive de convencer o Professor Ferreira de Almeida de que tinha um problema na área do direito do consumo.

 

Em 2003, voltei para a UMAC, como assessor jurídico, até hoje (no NOVA Consumer Lab). Conheci estudantes de todos os anos do curso e de muitos fiquei amigo, como a Sofia, a Patrícia, o Jorge, a Joana, a Sofia, o Flávio, a Sara, a Joana, o João, o Tiago, a Joana, a Raquel, a Rute, a Catarina, a Joana…

 

À quarta Joana da lista convém fazer uma paragem. Apesar de lhe ter dado uma aula de Direito do Consumo no dia 15 de março de 2007, não me lembro da Joana nessa aula. Falamos pela primeira vez em agosto desse ano, eu em Monte Gordo e a Joana em São Martinho do Porto, para tratar de questões logísticas relacionadas com a entrada na UMAC. A 15 de março de 2008 começamos a namorar. A 20 de março de 2010 casamos. Em 2011, nasceu o Gonçalo. Em 2015, a Inês. Em 2060 faremos cinquenta anos de casados.

 

… o António, o João, o Miguel, a Daniela, a Sofia, a Ana e tantos, tantos outros. Só para citar até 2009, que os caracteres não dão para tudo.

 

Pelo meio, algumas aulas avulsas na Faculdade, muitas vigilâncias de exames, muitos exames corrigidos, em disciplinas tão variadas como Introdução ao Direito, Teoria Geral do Direito Civil, Direito dos Contratos, Direitos Reais, Direito da Família, Direito Processual Civil Executivo e Direito do Consumo.

 

Em 2009, a Professora Assunção Cristas vai para o Parlamento e eu sou convidado para lecionar a disciplina de Direito do Consumo. Percebi logo que era o que queria fazer na minha vida: dar aulas. Lembro-me muito bem quando o Micael, um dos juristas mais geniais que conheço, me disse numa aula que a presunção do artigo 2.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 67/2003 não é, na verdade, uma presunção. Admito (já não estou a confessar, Professora Ana Prata!) que, na altura, no meio da aula, fiquei bastante atrapalhado. Mas tinha toda a razão. E nove anos depois desse dia publicamos um artigo em conjunto sobre o assunto. Infelizmente, doutrina e jurisprudência ainda hoje falam em presunção a propósito dessa norma, sem discutir se se trata verdadeiramente de uma presunção, nem que seja para nos criticar.

 

No ano letivo seguinte, mais um problema urgente na distribuição do serviço docente e sou convidado para dar Sistemas Jurídicos Comparados. Eu, claro, feliz. Não terá corrido mal, tendo em conta que dei a disciplina sete anos seguidos.

 

Novo ano letivo, novo problema, nova urgência, e sou convidado para dar Direito Processual Civil Declarativo. Estamos em setembro de 2011, prova de doutoramento marcada para 13 de outubro e o Gonçalo para nascer a qualquer momento. Lembro-me bem daquelas aulas. Da Andreia, da Ana Catarina, da Sara e tantos outros alunos, que pode ser injusto não citar. Acho que a alcunha “Jorginho” vem daí.

 

O dia 13 de outubro de 2011, dia da defesa da minha tese de doutoramento, foi um dos dias mais felizes da minha vida. Sala cheia. Dezenas de estudantes desse ano e dos anos anteriores. Amigas e amigos, da Faculdade e de fora da Faculdade. A Joana (e, na barriga, o Gonçalo). Os meus pais (incluindo aqui a Clara, claro, que é a mãe da Joana). Os meus quatro avós. Os meus três tios.

 

Desde então, muitas aulas, muitas reuniões, muitas coordenações, muitos processos de mediação, muitos livros, muitas orientações, muitas provas de mestrado, muitos cursos, muitos artigos, muitas decisões arbitrais do CNIACC. E aquele dia de aniversário (24 de março de 2016) passado a tratar das adesões plenas (maldita Lei n.º 144/2015!), das seis da tarde às quatro da manhã, com o João Pedro, o Micael e a Joana? Obrigado, João Pedro e Micael, pela amizade e por toda a ajuda, sem receber nada, no NOVA Consumer Lab, ao longo de vários anos.

 

A NOVA Direito não se confunde, obviamente, comigo, mas eu sinto que a minha vida se confunde muito com a NOVA Direito. As emoções que me definem e que trago dentro de mim. Os momentos de felicidade. Tantos e tão variados. Os momentos de tristeza. O maior, seguramente, quando, poucos dias depois de morrer o meu primeiro avô, chego à Faculdade e recebo a notícia do acidente e da partida da Maria Valentim.

 

O melhor de uma instituição são as pessoas. Aos milhares de colegas e ex-colegas, amigas e amigos, estudantes e ex-estudantes, funcionários e ex-funcionários, gostaria de agradecer o facto de terem contribuído e continuarem a contribuir para a minha felicidade.

 

O dia da defesa da tese foi seguramente, até agora, o mais marcante da minha relação com a FDUNL, não comparável com nenhuma outra memória da Faculdade e apenas comparável com a felicidade que sinto, no presente, diariamente, quando chego à Faculdade para dar aulas e me cruzo com tanta gente com quem gosto de estar e de conviver.

 

Até amanhã!

 

Jorge Morais Carvalho

 

 

11
Abr19

Entrevistas #3 - Ana Sofia Mendes (Presidente da AE)

Jur.nal

Ana Sofia Mendes, Presidente da nossa Associação de Estudantes (AEFDUNL), fala ao JUR.NAL sobre si, a Associação de Estudantes e o mandato que têm pela frente!

 

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Estavas já no Departamento Pedagógico, no anterior mandato. Agora és Presidente da AE. Era algo que sempre tiveste em mente, ou acabou, apenas, por acontecer?

 

Ana Sofia Mendes - Acho que não há nada que aconteça apenas por acontecer. O associativismo juvenil faz parte da minha vida desde os meus 16 anos. Desde cedo que trabalho na sensibilização dos jovens estudantes para a incrementação da sua participação na vida em sociedade. Quem me conhece sabe que esta é uma causa que me move. Na nossa Associação de Estudantes, colaborei com o Departamento de Estágios e Saídas Profissionais, assumi a coordenação do Departamento Pedagógico e sou atualmente Presidente de Direção. Não olho para este percurso como um plano ou um sonho, mas sim como um percurso natural, fruto de trabalho e dedicação.  

 

Vês-te a enveredar por caminhos deste tipo – liderança - na tua vida profissional, em níveis mais elevados (política, designadamente)? Tendo em conta que fazes parte da JS, como sabemos.

 

ASM - Claro que sim. O sucesso profissional é algo que todos ambicionamos. Quero, evidentemente, que o meu percurso profissional atinja um patamar de excelência, seja ele como advogada, consultora ou juíza. A minha militância na Juventude Socialista e no Partido Socialista, que é do conhecimento geral, porque nunca o escondi, nem tenho motivos para tal, também faz de mim quem sou hoje. Já dizia Aristóteles que “o homem é, por natureza, um animal político”. Somos todos políticos, em casa, na escola, no trabalho, pois todos defendemos causas e procuramos transformar a sociedade que nos rodeia. No entanto, sempre deixei claro, desde o primeiro minuto, que esta é uma candidatura totalmente apartidária, não obstante de integrar vários elementos que têm intervenção partidária nos vários quadrantes políticos.

 

Recuemos às eleições: 138 alunos foram às urnas eleger a Direção. 99 votos a favor. 39 nulos/brancos. O que a lista eleita disse oficialmente: “Cabe ainda um caloroso agradecimento endereçado a todos os alunos, os que votaram favoravelmente, bem como os que o fizeram desfavoravelmente e mesmo os que o não fizeram. É nossa obrigação representar todos de forma incondicional, não obstante o sentido de voto, posições favoráveis ou contrárias, interesses ou manifestações de cada um.” Tendo em conta a elevadíssima abstenção e os bastantes votos nulos e brancos, proporcionalmente, como reages aos resultados eleitorais? Achas que afeta a legitimidade da AE, uma vez eleita por uma parte pequena da comunidade de alunos?

 

ASM - No meu discurso da Tomada de Posse dos Órgãos Sociais da AEFDUNL tive oportunidade de manifestar a minha profunda tristeza relativamente à taxa de abstenção sentida neste ato eleitoral, ainda que tenha diminuído face ao ano anterior. Ora, cabe-nos refletir sobre os motivos e fundamentos que podem estar na origem deste panorama, para que assim possamos agir. Mais do que pôr em causa a legitimidade da eleição da Associação, estes resultados são um reflexo da nossa sociedade, não fosse Portugal um dos países da União Europeia com maior taxa de abstenção da população jovem nos atos eleitorais. A ida às urnas é, sem dúvida, determinante para manifestarmos o caminho que queremos para a nossa comunidade. Este foi um direito que custou muito a conquistar e é um facto de cuja importância muitos de nós, jovens, não temos consciência. Voltando às nossas eleições, é claro que este resultado denota um afastamento dos alunos relativamente à eleição dos seus representantes, talvez por não terem consciência da importância do seu voto. Esta é, sem dúvida alguma, uma das nossas maiores preocupações: tornar a NOVA Direito uma comunidade académica una e próxima, que se sinta devidamente representada. Mais a mais, nesta fase, e devido à nossa ação de maior proximidade junto dos nossos estudantes, sentimos já um envolvimento muito mais positivo de toda a comunidade estudantil, bem como de maior reconhecimento do trabalho desenvolvido pela Associação de Estudantes.

 

Consideras que os alunos da faculdade perdem em ter sistematicamente apenas uma lista candidata?

 

ASM - Inevitavelmente, a existência de duas listas em qualquer ato eleitoral promove muito mais o debate, a troca de ideias, o aperfeiçoamento de propostas e, consequentemente, o melhoramento de projetos. Temos que ter em conta, no entanto, que, para além de a NOVA Direito ser um meio (quantitativamente) pequeno em termos de estudantes, a abstenção que se tem verificado significa que há uma percentagem já por si pequena de alunos com interesse em participar na vida associativa. Um argumento importa salientar: a elevada abstenção poderia sempre significar uma forma de protesto perante constantes candidaturas únicas e perante a alegada inatividade de Direções anteriores. Mas o facto de dessa abstenção nunca ter saído uma única lista alternativa, com ideias ditas diferentes, apenas denota que há uma total falta de interesse em participar e não uma revolta ou uma insatisfação expressas, como se tende a afirmar. Para além do mais, o facto de sermos lista única não nos pode a nós ser imputado; mais a mais, nunca este facto nos levou a um estado de comodidade ou falta de empenho eleitoral, tendo inclusive sido promovido, na campanha, uma sessão para que o público (os nossos alunos) encarassem a lista candidata e a interpelassem diretamente, tendo a possibilidade de acrescentar as suas próprias ideias ao nosso projeto e, assim, integrarem o próprio projeto da forma que mais lhes conviesse.

 

Em relação à tua equipa, à equipa que nos representa: são 42 pessoas. É difícil formar uma equipa? Como é o processo? Podes descrever-nos? E qual o critério para escolher cada elemento para cada posto?

 

ASM - Em rigor, falamos de uma equipa de 44 pessoas, entre as quais três integram a Mesa da Assembleia Geral e outras três o Conselho Fiscal. Para mim, a chave para o sucesso está na equipa que nos acompanha. Parece uma frase feita, mas ao fim de alguns anos no mundo do associativismo este é para mim um dado adquirido que aplico em toda a minha vida. Isto porque a equipa, além de ser a base de suporte e de apoio, é também uma fonte de aprendizagem. Para ser sincera, o processo de formação da lista não é fácil. Quando tomei a iniciativa de avançar com esta candidatura não imaginava que era uma tarefa tão complicada, isto porque aquilo que se pretende é, acima de tudo, que haja uma total adequação dos alunos candidatos ao cargo a que são propostos. Para a “máquina” funcionar, a equipa tem de funcionar. Este é um projeto de alunos, para alunos, que se pauta pela integração e inclusão. Numa primeira fase, foi criado aquele que pode ser considerado o núcleo duro da lista, que é hoje a Presidência da AE. Depois, num segundo momento, foram escolhidos, em conjunto, os Coordenadores (ou Vogais de Direção), e de seguida a restante equipa, formada pelos colaboradores.

 

Na questão dos orçamentos, podes explicar-nos como funciona o sistema de financiamento da AEFDUNL? De onde vem o dinheiro que é utilizado?

 

ASM - Conforme previsto no nosso Orçamento, aprovado em sede de Assembleia Geral de Alunos do dia 27 de fevereiro, o financiamento da AEFDUNL é feito através das quotas dos nossos Associados, das inscrições de certas atividades que realizamos, bem como de verbas dos nossos patrocinadores. Ora, falo do financiamento do Instituto Português do Desporto e da Juventude, no âmbito do Programa de Apoio Estudantil, que procura apoiar o desenvolvimento de atividades de Associações de Estudantes, do Ensino Básico, Secundário e Superior, do financiamento que é concedido pela nossa Faculdade e daquele que era atribuído pela Caixa Geral de Depósitos, até ao ano passado.

 

Relativamente ao plano de actividades dos vários departamentos, apresentado recentemente em Assembleia Geral, estão lá descritas todas as actividades ou existem ainda outra pensadas?

 

ASM - O Plano de Atividades é elaborado para um ano de mandato, dois semestres letivos, pelo que pode acontecer que, por motivos logísticos ou de outrem ordem, seja necessário proceder a algumas alterações. Para além destas circunstâncias, o Plano de Atividades aprovado é a base de trabalho para o nosso mandato, que nos vinculámos a cumprir, desde o momento da apresentação da candidatura, o que é notório pelo facto de nele terem sido incluídas, todas as propostas que apresentámos na nossa candidatura em novembro. Evidentemente que, ao longo do ano, podem surgir outras atividades que não foram previstas no Plano de Atividades previamente elaborado, nomeadamente fruto das nossas parcerias. Por exemplo, recordo-me de um evento recente que organizámos em conjunto com a nossa Faculdade, as primeiras Jornadas da Juventude Nova Direito “Reflexões Sobre Lideranças no Feminino”, a propósito do Dia da Mulher. São oportunidades que surgem e que agarramos por considerarmos serem benéficas para toda a comunidade académica.

 

Quão exigente é “montar” um plano de actividades para dois semestres? Muitas ideias acabam por ser abandonadas?

 

ASM - Não é uma tarefa fácil. Primeiro que tudo, a nossa Associação tem como fim último servir os seus alunos, e garantir que todos, sem exceção, tenham um percurso académico dinâmico, consistente e de elevada qualidade. Quer isto dizer que, para além de todas as atividades que realizamos, há um trabalho contínuo e diário que não se resume a “atividades”. A nível de calendarização é muito difícil de gerir, pelo que, muitas vezes, temos de fazer opções e até mesmo abandonar ideias e projetos muito promissores. Apesar de o mandato ter a duração de um ano, de dezembro a dezembro, não há muito tempo. As ideias são muitas, a vontade também, e o tempo corre contra nós. Ainda “ontem” tomámos posse e já passaram quase quatro meses de mandato. Fazendo um balanço destes meses, é notória a nossa vontade de querer fazer diferente: existe um permanente acompanhamento das nossas equipas, de futsal masculino e vólei feminino, uma revolução ao nível das redes sociais, uma preocupação com a oferta formativa e de recrutamento (nomeadamente na Feira de Mestrados), uma dinâmica de ação e responsabilidade social com uma dimensão que mesmo a nós nos ultrapassa (com o exemplo da Palestra Sê + Verde), a oferta de cursos do Departamento Pedagógico sobre ramos do Direito menos convencionais, entre muitos outros.

 

Para além das actividades que se propõem a realizar para os alunos, em relação à ação da AE perante a Direção da Faculdade, o que têm em mente? Existirá alguma acção ao nível, por exemplo, da correção de exames, do estatuto trabalhador-estudante, da biblioteca?

 

ASM - Hoje, mais do que nunca, vemos que existe uma relação muito proveitosa e de estreita cooperação entre a Associação e a nossa Faculdade. Agradeço, na pessoa da Senhora Diretora, Professora Mariana França Gouveia, a possibilidade que nos é dada de protagonizar uma defesa conjunta dos nossos alunos, prosseguindo os seus interesses, investindo na sua formação curricular e extracurricular. Assim, procurámos, desde o primeiro momento, fazer notar algumas daquelas que são as nossas maiores preocupações: as alterações do plano curricular do 1º ciclo, a reforma dos Mestrados, bem como o consequente aumento de preço, os horários letivos dos vários ciclos, a implementação de uma política sustentável e responsável com o Projeto Sê + Verde. Ora, paralelamente existe um trabalho que está a ser desenvolvido pelo Departamento de Apoio ao Estudante em conjunto com o Conselho Pedagógico, a quem compete pronunciar-se, junto da Faculdade, sobre as orientações pedagógicas, os métodos de ensino, calendário de exames, horários, entre outras competências. Não é, nem nunca será, a intenção da Associação de Estudantes substituir-se a este órgão, mas sim cooperar e cumprir a nossa missão: servir os nossos alunos. Neste sentido, foram abordados os temas relativos à correção dos exames (nomeadamente sobre o tempo de correção e a possibilidade de revisão de notas), as corregências das unidades curriculares, a perspetivação do surgimento de uma formação em Legal English, a criação de um mecanismo de defesa dos alunos em caso de perda do seu exame, o estatuto trabalhador-estudante, entre outros. Estes temas estão a ser discutidos com os órgãos competentes da própria Faculdade.

 

Neste ano têm ressurgido dois núcleos autónomos da AEFDUNL. Com que olhos vê a Presidente da Associação de Estudantes estas iniciativas?

 

ASM - Sem dúvida alguma que me deixa muito feliz ver renascer o Grupo de Retórica e a Tuna, pelo contributo que trazem a toda a comunidade académica. Temos atualmente quatro Núcleos Autónomos da AEFDUNL, com Jur.nal e a Comissão de Praxe, a funcionar ativamente e que constituem uma marca distintiva da nossa Faculdade. Estamos perante uma viragem da página da Nova Direito, de reforma, de iniciativa e proatividade, quer ao nível da Faculdade, da Associação e dos seus Núcleos Autónomos. Se ainda há pouco mencionava que no momento da nossa eleição sentia um afastamento entre a comunidade académica e o associativismo, hoje a realidade é outra. Estamos e estaremos sempre cá para apoiar os nossos alunos.

 

Alguma mensagem que queiras passar, à tua equipa e/ou aos alunos, através do JUR.NAL?

 

ASM - Rigor. Profissionalismo. Presença. Inovação. Ambição. Equipa. Empenho. Dedicação. Proximidade. Transparência. Franqueza. É este o nosso mote. Esta não é uma candidatura minha ou da minha equipa, é uma candidatura nossa, de todos os alunos. É, assim, indispensável a participação de todos, pois cabe aos nossos estudantes demonstrar o interesse e vontade de participar, a determinação por investirem neles próprios, por se tornarem indivíduos interessados e proactivos. Que sejamos capazes de unir as nossas causas. A vontade de mudar, de reivindicar e de fazer diferente é o apelo que deixo.

 

 

07
Mar19

Antigamente (e hoje) era (e é) assim - Prof.ª Dr.ª Vera Eiró

Jur.nal

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Nos idos anos de 1997 era assim.

 

Havia uma só turma, havia um só ano e as expectativas eram imensas.

 

Ocupávamos o Salão Nobre da então Faculdade de Economia (ninguém falava em NSBE), ouvíamos atentamente as aulas teórico-práticas (ninguém sabia exatamente o que era este formato de aulas, sem assistente e lecionadas pelo regente), e eramos muito interrompidos pelas obras de construção da ala nova da Universidade.

 

Eramos três representantes dos alunos junto da Comissão Instaladora da Faculdade e, uma vez por mês (creio que seria esta a periodicidade), discutíamos e apresentávamos o ponto de vista dos alunos sobre como estava a correr a FDUNL (na altura não havia Nova Direito) nessa magna reunião. O André Miranda, o Paulo Pina e eu levávamos os recados, as angústias e inquietações dos alunos e relatávamos em formato de ata o que conseguíamos discutir e concluir na reunião do único órgão da então jovem FDUNL.

 

No segundo ano da Faculdade havia espaço para todos e demos largas às iniciativas académicas. Criámos o Jur.Nal (era mesmo um jornal, mas de qualidade gráfica duvidosa) e a Associação de Estudantes, jogava-se futebol (não sei se bem…) e alinhávamos nos programas da neve dos vizinhos da escola de Economia.

 

Fomos avançando nas cadeiras – de Direito e de Economia.

 

Era assim. Eramos poucos e as oportunidades surgiam, galopantes e imensas.

 

Tínhamos um enorme receio de como iria ser a nossa integração no mercado de trabalho ou se, em rigor, estávamos a aprender o mesmo “Direito” que as restantes escolas tradicionais (que não tinham essa esdruxula escala de 0 a 6 implementada para avaliação dos estudantes).

 

Receios infundados, mas que nos levaram, durante o curso todo, a ser exigentes connosco e com o modelo da então jovem FDUNL, para garantir que a qualidade do ensino não se aprisionava ao romantismo de um novo projeto e de uma Nova Forma de Ensinar e Aprender Direito.

 

Agora em 2019 não é muito diferente. Só que há já antigos alunos e alunas da Nova Direito que são magistradas e magistrados, professores e professoras, advogados e advogadas, juristas de reconhecido mérito e, em geral, pessoas empenhadas nas mais diversas causas.

 

Mantem-se aquela que é para mim a característica absolutamente essencial desta escola: a agilidade de um corpo pequeno que, se estiver uno, pode consolidar-se e mobilizar-se rapidamente para ocupar um espaço muito maior do que a sua dimensão e, sobretudo, marcar a diferença. Para melhor.

 

As oportunidades mantêm-se. Galopantes e imensas. Haja vontade e entusiasmo para as aproveitar e, claro, muito trabalho.

 

 

Vera Eiró

Antiga aluna FDUNL, Diretora do Jur.Nal (na sua versão originária).

24
Fev19

Relatos de um semestre fora das saias da mãe #3

Jur.nal

Cá estamos de novo! Terminamos em beleza os testemunhos de Erasmus, com a "romana" Morgana Grácio.

Um texto muito bonito, obrigado pela partilha! 

 

𝐑𝐨𝐦𝐚, 𝐈𝐭á𝐥𝐢𝐚

Roma, la cità eterna.

Muito se diz que o Erasmus não é para nos encontrarmos como pessoas, mas para nos criarmos. Não sei se é verdade, não sei se me criei, mas alguma coisa aconteceu. De estranha-se a entranha-se, caí numa cidade velha e caótica e saí de uma cidade antiga e com personalidade peculiar. Não quer isto dizer que não me irritem os autocarros 40 minutos atrasados, ou o lixo no passeio. Mas com o tempo a vista começa a ser atraída a outros pormenores, a roupa a secar no meio dos prédios de tom alaranjado, a luz ao fim do dia, o sol por entre o Coliseu, a diversidade de cores dos gelados a cada passo...Mas que isto não engane ninguém, a cidade é um fator importante na experiência da mobilidade, mas acredito genuinamente que quem faz o Erasmus são as pessoas (entendo o cliché). Pessoas estas que quebraram e confirmaram estereótipos, tinha uma amiga alemã que chegava sempre atrasada, contrariamente à ideia de que alemão que se preze chega cinco minutos antes e um amigo espanhol que falava quatro línguas, não não tive que pôr em prática o "portunhol"! Não vou esquecer os italianos que me mostraram o que é ferver em pouca água e que se quero passar a rua tenho que me mandar de cabeça para a passadeira porque regras da estrada são opcionais. Descobri que ananás na pizza é pecado que só se perdoa com confissão no Vaticano. Foi aqui que aprendi que pizza pode ser pequeno-almoço e que cinco meses são suficientes para fazer amigos para não esquecer. De karaoke à Segunda feira a noites de cartas no Sábado, de vinho a cappuccino, de inglês a italiano, de irlandesas a alemães, vivi tudo e jurei continuar a fazê-lo. Não me conformar com o que tenho e arriscar sempre. Foi neste período de tempo que efetivamente percebi que o mundo apesar de ser tão grande parece ficar tão próximo quando simplesmente...vamos. E pronto, só me sobra dizer, obrigada Erasmus!

"A te che cambi tutti i giorni e resti sempre la stessa" (A ti que mudas todos os dias e te manténs sempre a mesma).

 

23
Fev19

Relatos de um semestre fora das saias da mãe #2

Jur.nal
Bom dia, boa tarde ou boa noite, dependendo da hora a que nos estejam a ler. Hoje temos duplo testemunho de Erasmus!
É a vez de dar voz ao André Andrade e ao Afonso Lima que, juntos, partiram à descoberta do Báltico.
 
𝐕𝐢𝐥𝐧𝐢𝐮𝐬, 𝐋𝐢𝐭𝐮𝐚̂𝐧𝐢𝐚
 
A.A. - A decisão de ir de Erasmus é partir numa aventura da qual não se sabe o que esperar e para a qual não nos sabemos verdadeiramente preparar. Para mim, foi o deixar a casa dos pais com comida e roupa lavada, para passar a ter de fazer por mim tudo aquilo que antes me era entregue de mão beijada. Claro que, para lá de tudo o que esta experiência me deu, fez-me valorizar a família que sempre esteve lá para ajudar e providenciar. Mas esta não foi a única mudança. Passámos de um país relativamente quente para o gelo característico do Báltico, passámos do cozido à portuguesa e do bacalhau para as comidas estranhas e não muito agradáveis, tradicionais na Lituânia. No entanto, como em quase todos os casos, a mudança tem também a sua parte boa! Erasmus deu-me a possibilidade de visitar países que nunca pensei vir a conhecer, mostrou-me bares incríveis dentro dos quais me senti em casa, e acima de tudo isto trouxe-me amizades que sei que ficarão comigo por muito tempo, devido a tudo aquilo que experienciámos juntos. Poderia escrever muito mais sobre aquilo que foi o meu Erasmus mas a verdade é que a escrita não fará jus aos 4 meses lá passados. Agradecer ao Afonso, por estares disposto a, de olhos completamente fechados, dares o passo em frente comigo nesta aventura.
 

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A.L. - É comum ouvir-se por aí que na fase de tomar uma decisão importante nas nossas vidas nunca surgirá o momento que reúna as perfeitas condições para tal, porém, há algo que é certo: romper pelo Erasmus fora vem sempre em boa hora na vida de um estudante universitário. A Lituânia, hoje, é mais do que um simples país perdido no Báltico que acrescentou valências ao meu percurso académico. Simboliza a amizade por quem no meu caminho se cruzou, o respirar de uma cultura sem igual e, acima de tudo, o sentimento de gratificação individual, pela audácia inicial de embarcar rumo ao desconhecido e pela confirmação, já no momento de chegada à Portela, de que não há palavra que agradeça à vida pela aventura presenteada. Vilnius será sempre a memória do bom viver.
 
Vilnius fica-nos mais perto. Obrigado pela partilha, rapazes!
22
Fev19

Relatos de um semestre fora das saias da mãe #1

Jur.nal

O prometido é devido! 
Deixamo-vos, hoje, com o testemunho da Inês Freitas sobre o seu Erasmus por terras belgas.

Haverá mais, durante o fim de semana. Fiquem atentos!

 

 

𝐔𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬𝐢𝐭𝐞𝐢𝐭 𝐇𝐚𝐬𝐬𝐞𝐥𝐭 - 𝐇𝐚𝐬𝐬𝐞𝐥𝐭, 𝐁é𝐥𝐠𝐢𝐜𝐚

O Erasmus foi uma experiência que eu não poderia ter tido de qualquer outra forma. Foi como se congelasse a vida a que estava habituada e tivesse a oportunidade de viver uma vida diferente durante uns meses. O único aspeto possivelmente negativo é que depois de ter uma vida diferente, de conhecer realidades diferentes, de fazer amigos de outras partes do mundo, parece que tudo o que tinha antes não chega. Vou ter sempre vontade de ver mais, de conhecer mais, de viver mais. Vou ter sempre vontade de ser a pessoa que era quando estava em Erasmus. É que o Erasmus é como um entusiasmo constante: há sempre algo novo para ver, há sempre um país ou uma cidade por perto para conhecer, há sempre tempo para estar com amigos e fazer memórias que sabemos que vão estar eternamente ligadas aos 5 ou 6 meses em que estivemos longe de casa - e nunca vi a ideia de estar longe de casa como algo negativo. Foi a primeira vez que saí de casa e, pessoalmente, não estava, de todo, assustada. Nervosa, talvez. Mas era mais entusiasmo do que outra coisa. Porque o Erasmus também foi uma oportunidade de me testar a mim própria. Eu queria saber como era viver sozinha, como era chegar a um país e não conhecer absolutamente nada nem ninguém, como era sentir-me afastada de tudo o que conhecia. E o mais bonito é olhar para trás e comparar o receio que tinha no início com a tristeza que senti quando me vim embora. No final de contas, eu posso dizer que conheço mais do que aquilo que tinha vivido até agora. Posso dizer que me aventurei para além daquilo que imaginava. Nunca tive nem nunca vou ter nada como o Erasmus. O facto de ter acabado vai sempre doer um bocadinho, mas não podia durar para sempre. O que tenho para sempre são as memórias e os sentimentos que trouxe. E, como uma amiga me disse, o facto de ser tão difícil dizer adeus só prova que valeu a pena.

 

Obrigado pela partilha, Inês!

21
Fev19

Churrasco de Receção aos alunos de Erasmus

Jur.nal
Hey! Hey! Hey!
 
Ontem houve churrasco de boas-vindas aos nossos colegas de Erasmus do novo semestre e o JUR.NAL esteve lá.
E com a maravilhosa ajuda do Departamento de Comunicação da AE, que nos permitiu o registo fotográfico dos primeiros momentos de entrosamento entre os nossos de sempre e os seus buddies de vários pontos do Globo! Apenas alguns, não quisemos chatear demasiado a Sara Pacheco. 
 
Os sorrisos não mentem: eles e elas sentem-se bem. Na Nova! 
 
P.S. Ainda sobre o tema Erasmus: percurso inverso fizeram, por exemplo, a Morgana Grácio, a Inês Freitas, o Afonso Lima e o André Andrade, no 1º semestre! O mundo ficou mais rico, os futuros juristas da Nova transpuseram as fronteiras lusas - e não foi para ir comprar caramelos a Badajoz! Fiquem atentos aos próximos posts, porque eles vão partilhar connosco em pequenos relatos os seus sentimentos acerca dos últimos meses!
 

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A Maria Sampaio e o Niklas Stodolski, da Alemanha! Não sabemos se é ele que é demasiado grande ou ela que é demasiado pequenina...

 

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A Morgana Grácio com a Federica Pat, da Itália e o Louis Glesener, do Luxemburgo! Duas caras lindas, e o Louis fala português. Portanto, também é lindo!

 

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A Sara Pacheco largou a câmara por uns segundos e posou com a Danielle Spier Martins, do Brasil!

 

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Olha a Sara outra vez, com a Teresa Machova, da República Checa! Não vai poder viver a Primavera de Praga!

 

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A Rufina Freitas com a Sabrina Pedrosa, do Brasil! 

 

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A Inês Freitas com o Daniel Schmitt, da Alemanha, e a Ana Carolina Prado, do Brasil! Em escadinha! 

 

Que aproveitem Portugal!

 

 

 

 

 

 

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