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Jornal Oficial dos Estudantes da NOVA School of Law

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Mai21

O Grande “Dilema” Das Redes Sociais

Jur.nal

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A década de 2000  ficou marcada pela emersão das redes sociais na internet, como o Twitter, o Facebook , o Tumblr, o Linkedin, o Instagram e entre outras redes. As redes sociais são estruturas sociais constituídas por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que compartilham valores e objetivos comuns. Permitem-nos contactar com amigos e desconhecidos, ver vídeos engraçados, “seguir” as celebridades que gostamos, ampliar a nossa networking , e muitas mais funcionalidades que essas redes apresentam.

A social media aparenta ser a melhor invenção da internet pelas suas “magnificas” funcionalidades. Essas surgiram com o intuito de tornar as pessoas mais “próximas” uma das outras, ainda que estejam em regiões diferentes. No entanto, não têm sido tão benéficas como gostaríamos que fossem. Elas têm causado problemas a várias pessoas da minha geração e não só, pois, muitas pessoas sentem-se inferiorizadas, entristecidas e abatidas pelos conteúdos que consomem. Essa situação ocorre pelo facto de existir a ideia de que tudo é perfeito. Nelas encontramos alguns bens materiais que almejamos ter, o carro dos nossos sonhos, a modelo com o corpo perfeito, o resort nas Maldivas que gostaríamos de visitar ou relógio que almejamos ter.

Esta é a conceção de vida “perfeita” que a mídia mostra, que todo mundo está melhor do que nós; alguns compram likes e até seguidores para terem uma “aceitação” social. Por culpa desta ideia de vida tem existido cada vez mais pessoas com problemas psicológicos, com baixa auto estima, suicídios e depressões. Todos esses problemas surgem do elevado consumo das redes sociais, à medida que consomem os conteúdos o sentimento de inferioridade vai crescendo, porque algumas pessoas acreditam que redes sociais é vida real. Umas das dúvidas que sempre se manteve acesa no meu cérebro, é como é que as grandes empresas da tecnologia como Google, o Facebook e o Instagram eram as mais ricas, uma vez que não pagávamos pelos seus serviços, não pagamos para pesquisar no Google, por exemplo. Neste sentido, pude concluir que não pagamos pelos produtos que usamos, os demais publicitários pagam os produtos que usamos. Os publicitários são os clientes, ou seja, somos a coisa que é vendida. Sendo que existe um ditado clássico: “Se não pagas pelo produto, és o produto”.

Por vezes, esquecemo-nos que existe uma vida fora das redes sociais,  por detrás de uma publicação continua a existir um ser humano semelhante a nós, com sentimentos, angústias, desejos e frustrações. Portanto, é necessário ter mais consciência quando invejamos a vida dos outros nas redes sociais, pois nós não sabemos o que está por detrás de uma publicação, algumas vezes as pessoas que tanto invejamos  estão “piores” do que nós. Os seres humanos passaram a dar mais importância as redes sociais do que as suas próprias vidas, encontram refúgios e abrigos nelas para poderem escapar da sua realidade. A falta de regulação nas redes sociais é um dos problemas que tem construído para a toxicidade das redes sociais. O crescimento de atos desprezíveis por via de comentários e publicações ofensivas, perpetua a  impunidade dos autores pela carência de regulação. Apesar de existirem situações em que as redes sociais, suspendem ou bloqueiam as contas dos utilizadores mas permanece a imunidade para o lado dos autores. Esses comentários e publicações ofensivas estão no epicentro de alguns problemas que foram mencionados.

A Internet não apresenta a segurança que deveria ter, qualquer hacker pode criar uma conta e, facilmente ,aceder aos nossos dados pessoais, cartões, documentos  e por aí fora. Se forem adotadas medidas de seguranças mais restritivas a possibilidade identificar as pessoas que cometem esse crimes é maior. Persiste outro problema mais preocupante o enriquecimento das empresas no que diz respeito aos nossos dados pessoais. Mal nos cadastramos numa rede social pasamos a ser controlados e até mesmo “hipnotizados” por pessoas que não conseguimos ver. As empresas têm acesso a tudo o que nós teclámos, pesquisamos, conversamos, ouvimos, e, deste modo, elas gerem o nosso feed de acordo com as nossas ações. Por este motivo, eclode ,constantemente, no nosso feed as coisas de que mais gostamos ou temos interesse em ver, e, consequentemente, passamos mais tempo à frente do ecrã.

O Google é apenas uma caixa de pesquisa e o Facebook um sítio para conversar com os amigos, é a ideia que alguns têm sobre essas redes sociais. Mas o que muitos não percebem é que competem pela nossa atenção, o modelo de negócios de empresas como estas é manter as pessoas à frente do ecrã. Quantos de nós já entrou para o Instragam ou Facebook com intuito de ficar apenas 5 minutos, e esse tempo prolongou-se até 30 ou 45 minutos. Nos dias de hoje, os nosso dados são o nosso bem mais precioso.

Existem diversos documentários que evidenciam o modo como essas redes sociais nos manipulam, inclusive, um dos casos mais sonantes sobre a questão da análise de dados é o das eleições de 2016, entre Donald Tump e Hilary Clinton, que a Cambridge Analytica combinou os dados dos eleitores americanos. Contudo, é importante termos em atenção ao modo como utilizamos   as nossas redes sociais e os seus fins ,pois nem tudo é tão bonito e divertido como parece. Este é um apelo para os jovens da atualidade, que têm sido manipulados continuamente pelas redes sociais.

 

Tiago Varo Kaputo (Aluno Do 2.º Ano Da Licenciatura)

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