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JUR.NAL

O blog da revista oficial dos estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa

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08
Nov19

Humorista no séc. XXI

jurnal

(Imagem: NiT)

 

Vivemos numa altura em que a sociedade critica os jovens por tudo e por nada. Vêem-nos como seres impessoais, que já não se apaixonam da mesma maneira, que estão constantemente agarrados a um ecrã demasiado ocupados com a opinião dos outros para levantar a cabeça e ver o que o mundo tem para oferecer. Face a esta ideia distorcida da nossa geração, personalidades como o Pedro Teixeira da Mota vêm provar que nós conseguimos estar 1 hora sem sequer pensar em ir ao telemóvel.

 

É um humorista que sabe o que faz. Criou, através do podcast e do Instagram, uma relação extremamente forte com os seus ouvintes e seguidores e isso sente-se nos seus espetáculos ao vivo. Ainda que possa haver muitas opiniões diferentes sobre o tema, penso que a proximidade de idades entre ele e os seus ouvintes ajuda também a fazer do próprio o fenómeno que é. Podemos contar pelos dedos das mãos as pessoas que comparecem ao espetáculo dele que não fazem parte da sua faixa etária porque a verdade é que, ainda que seja um jovem cheio de talento para o que faz, o tipo de humor que apresenta não é para todos e certamente não é para pessoas mais velhas, mas ele não parece muito preocupado com isso.

 

É aqui que voltamos ao ponto inicial. Ora, se a sociedade nos critica por estarmos constantemente atentos ao que se passa na vida dos outros e não na nossa então, quem melhor para gozar com a nossa geração do que nós? E o Pedro Teixeira da Mota sabe fazer isso melhor que ninguém. No seu espetáculo de stand-up denominado de Caramel Macchiato, o humorista consegue gozar com todo o tipo de personalidade, desde o João Gabriel à Rita Ferro Rodrigues, e todo o tipo de situação, desde ir morar sozinho a uma rapariga do Porto que observava nuvens, sem nunca se preocupar em ferir suscetibilidades e, ora aí está, outro grande ponto a seu favor. O facto de ser jovem e estar no ramo da comédia há pouco tempo faz com que seja totalmente verdadeiro e transparente nos seus comentários e críticas, a maior parte delas tudo menos construtivas mas, na verdade, é isso que se espera e se quer dele pois foi essa a reputação e imagem que criou ao longo dos anos.

 

A plateia não parou de rir o espetáculo todo, muito provavelmente porque qualquer pessoa ali se conseguia identificar com ele e com os temas falados. Ouviram-se aplausos durante todo o tempo e até isso foi razão de gargalhada.

 

Beatriz Pires

(Aluna do 1.º ano da Licenciatura)

 

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