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Jornal Oficial dos Estudantes da NOVA School of Law

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20
Abr21

Conjuga, Hipotetiza, Relativiza

Jur.nal

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Fonte: https://weheartit.com/entry/347422813

 

Todos os dias acordamos e o primeiro pensamento que nos surge é: "tenho de me arranjar". Como se naquele momento estivéssemos algo de outro mundo, algo assustador e terrível. Pensamos, no que vamos utilizar, conjugando as cores, os tecidos e os cortes, todos entre si. Pensamos nos acessórios que vamos utilizar. Mais ou menos? Demasiado ou demasiado simples? Pensamos em vários pormenores, até ao momento em que saímos da porta do nosso quarto. Agora sim, é um momento crucial- há três hipóteses para o momento que se segue... A indiferença, que leva a uma seca troca de "Bom dia" entre todos; a arrogância que leva a um "O que tens hoje...?" ou, por fim... O deslumbre, que leva a um "Uau, mas que bem!".

Todo este ritual matinal da conjugação, do pensamento, do esforço para pormos a melhor máscara possível, na verdade, só tem uma razão- nós, todos os dias, a tentar ser a melhor versão possível de nós próprios. Todos os dias vivemos com a ânsia de nos superarmos, exigindo mais e mais, a todas as 24 horas que passam. Mas... E se a melhor versão de nós for a que não se está constantemente a criticar e a exigir perfeição? E se a melhor versão de nós, for a pior? E, e, e... O que me leva a outro problema... A constante hipoteticidade em que vivemos.

Todos os "se's" e "mas e...", tudo o que nos leva a pensar e repensar se devemos mesmo fazer algo. Se devemos seguir esse rumo ou se os "se's" vão ser demasiado maus e destrutivos. Tudo o que leva a este pensamento constante e exaustivo que nos vai consumindo. Era mais simples se tudo fosse simples, se não tivesse toda esta racionalidade adjacente. Mas não é assim, temos de lidar. O que, mais uma vez, me leva a outra questão.

"Relativiza", "Não é assim tão importante!", "Aprende a lidar...", etc, etc... Nada é plenamente válido, tem sempre de haver algo que tem de ser ignorado, relativizado ou mesmo empurrado para os recantos dos nossos pensamentos. Não podemos simplesmente falar sem as agressivas balas relativizadoras nos atingirem, porque, no fundo, nada nos pode atingir. Nada nos pode pôr a pensar, nada pode ser válido a esse ponto nos olhos de outrem. Porque, na verdade, toda a gente espera que produzamos como robôs, vivamos como pessoas, e ajamos como ambos. Mas o problema, é que isso é... Uma hipoteticidade, mais uma para juntar à lista das que já temos.

 

Leonor Mak (Aluna Do 1.º Ano Da Licenciatura)

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