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Jornal Oficial dos Estudantes da NOVA School of Law

Jornal Oficial dos Estudantes da NOVA School of Law

29
Out21

Quando

Jur.nal

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Os anos se contavam 

pelos dedinhos de uma mão... 

Quando, no jardim da nossa infância 

Coloridas borboletas pousavam

 Rindo em nossas cabeças... 

Quando, nos banquinhos sentadas

Eramos deusas algemadas

Libertadas pelo sonho...

Quando, aprendemos a soletrar

E na tabuada cantar... 

 

Cantámos floridas primaveras

Que corriam como quimeras

Sem saberem regressar

Cantámos luares e verões,

Sol, frutos, recordações...

Com o Outono a chegar...

Sinfonia da vida

Deu-nos Deus

Esta beleza

A amizade cimentar.


João Maria Botelho (Aluno do 2.º Ano da Licenciatura e Vice-Diretor do Jur.nal)

26
Out21

Mestres Do Nosso Destino Absurdo: Como Viver Apesar Do Sofrimento

Jur.nal

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Fonte: https://www.instagram.com/p/Bv9Z_-_HKQs/

 

Sísifo é o azarado protagonista do antigo mito grego que, tendo perturbado os Deuses, é condenado por toda a eternidade a empurrar uma rocha montanha acima, apenas para que esta role de volta quando chega ao topo, sem significado algum. 

Por mais desprovida de propósito que pareça a história, na verdade a situação de Sísifo consagra-se como uma brilhante metáfora para a nossa própria existência, não apenas reflete a mundanidade cíclica da nossa vida cotidiana como captura perfeitamente o paradoxo que tem por base a experiência humana - por um lado, somos por natureza animais curiosos que anseiam por significado e propósito, por outro, não estamos equipados para jamais satisfazer este terrível anseio. 

Desta forma, ocupamos uma espécie de espaço sem esperança entre o impulso de pensar respostas a perguntas profundas e a nossa intrínseca incapacidade de respondê-las - um espaço rotulado de "o absurdo". Daí a imagem de Sísifo: nós, seres conscientes, distintos dos demais seres vivos, primariamente, pela consciência da morte, construímos teorias sobre o sentido e significado da vida para tornar a nossa própria existência suportável, no entanto, estas inevitavelmente desabam e compulsivamente começamos de novo.⁣

Assim, vivemos no absurdo.⁣ No entanto, ao invés de culparmos a tristeza que nos guarda o destino a cada momento, recordo os esforços de Sísifo, para cima e para baixo da montanha, enquanto conquistas triunfais - cada vez que a rocha desaba, confirmando a futilidade do seu esforço, Sísifo não desiste, em vez disso aprecia a vista, observando a pedra cair, mantendo a cabeça erguida. Sorrindo, aproveita o ar fresco, marchando de volta montanha abaixo, e mesmo reconhecendo a extensão da sua miserável existência, toda a sua silenciosa alegria está contida na rocha.

Esta é a questão fundamental a ser explorada: vês-te como uma vítima do mundo ou como  todo o maravilhoso processo que é o universo? Se te defines meramente como a parte voluntária do teu sistema nervoso, então defineste como a vítima do jogo, e sentes que a vida é um tipo de armadilha que te foi imposta por Deus, pelo destino ou por algum tipo de mecanismo cósmico, e que assim como Sísofo, és obrigado a viver e a repetir tarefas mundanas sem significado aparente, a empurrar uma rocha montanha acima por toda a eternidade sem propósito algum. Por outro lado, se também incluires na definição de ti mesmo aquilo que fazes involuntariamente defines-te como tudo aquilo que existe, como todos os processos do universo, e não é este precisamente o caso? 

Possuis todos estes complexos sistemas biológicos que te permitem viver e que, em relação com o mundo exterior, te permitem experienciar a realidade de forma consciente, não é simplesmente espantoso? Podes não ser capaz de explicar como o concebes, mas és tu que fazes bater o teu próprio coração, o cabelo crescer, o sol brilhar, as árvores crescerem, e todos os infinitos processos que se dão a todos os segundos no universo - quer saibas da sua existência ou não, és tu que os fazes, e assim podes reivindicar a tua vida e proclamar com gosto: "Eu sou o responsável, seja ela comédia ou tragédia, fui eu que assim a fiz”.

Os japoneses possuem a palavra que descreve exatamente a sensação que tenho vindo a tentar transmitir, “Yuugen” (幽玄), significando precisamente este curioso sentimento para além da consciência humana, uma profunda perceção sobre o misterioso sentido e beleza do universo, e triste beleza do sofrimento humano - do intangível, do abstrato, da inevitável impermanência das coisas, da compreensão daquilo que não pode ser compreendido, daquilo que pode apenas ser intuído, apreciado pela mente e jamais verbalizado, desencadeando respostas emocionais demasiado profundas e poderosas para palavras.

E isto porque, assim como Sísifo empurra a rocha novamente em direção ao cume, sabendo que o mesmo destino o aguarda vezes sem conta, tornamo-nos autenticamente vivos ao enfrentar o absurdo da nossa condição através do cultivo da sensibilidade cósmica, ao maravilhar-nos com a complexidade, a perfeição, o milagre que é viver e experienciar todo este imenso espetáculo de energia que envolve todas as coisas e processos do mundo sem exceção, reconhecendo não só a beleza melancólica que envolve a nossa condição, como ao chegarmos à realização de que não somos vítimas nisto tudo, mas sim todo o processo, que quis que o que quer que seja que é, assim o fosse, continuando, mesmo sem significado, de cabeças erguidas - abordando a vida com plena consciência, reconhecendo a falta de sentido da vida, e vivendo bem independentemente disso, é assim que nos tornamos mestres do nosso destino absurdo.⁣

 

Diogo Simões (Aluno do 2.º Ano da Licenciatura)

21
Out21

Canção Do Mar

Jur.nal

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Foto por Lukas Robertson / Unsplash

 

É triste a canção do mar

Que à noite, instante, me chama;

Narra momentos ao luar

Afundados já na lama.

Escuto-a num banco d'areia,

Não longe da escura costa;

Assim me encanta e desgosta,

Solidão feita sereia.

 

Está no marulhar das ondas,

Que vão e vêm tranquilas

Em indiferentes sibilas

Ante verdades hediondas.

Está na brisa leve e lassa,

Que segreda ao mar parado

Os infortúnios e o fado

De uma anunciada carcaça.

 

É calmaria traiçoeira

Que me quer pôr fim à viagem.

Traz-me ao limiar da voragem,

A uma funesta soleira.

Malévola melodia,

Rumorejando mentiras

Por um manto de safiras

A um ser em agonia.

 

Pede-me para mergulhar,

Sob a impávida lua,

Na água cálida e nua

Que não quis ainda esfriar;

Para que nela desvaneça

Tudo o que de mim existe,

Sem saber o que subsiste,

O que em mim arde e não cessa.

 

Não será ainda afogado,

Caído nas profundezas,

Depois de tantas empresas,

O meu ser no mar salgado;

Sinto os ventos de mudança,

Por fim frescos e risonhos,

E retomo os cem mil sonhos

Daqueles tempos de criança.

 

Pedro Miguel Silva (Aluno do Mestrado em Direito Forense e Arbitragem)

18
Out21

Shark Finning em Portugal

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Desde pequena escutei que “filha de peixinho, peixinho é”, mas não foi até morar perto das praias mais lindas do mundo que percebi que sou mesmo um peixinho. Com 14 anos comecei a mergulhar de cilindro e rapidamente consegui moderar minha respiração e ficar minutos e minutos debaixo d’água, nadando entre os corais e os peixes sem pensar em nada, só no incrível que seria que as próximas gerações tivessem a mesma experiência.

Durante os anos que fiz mergulho vi de tudo um pouco, mas sem dúvida o mergulho que o instrutor me colocou do lado de um tubarão-gata foi um dos mais incríveis de todos. E é por isso que assim que escutei do Stop Shark Finning decidi me inscrever sem pensar duas vezes.

O SSF é uma rede universitária que trabalha para a consciencialização da venda de barbatanas de tubarões através da arrecadação de assinaturas. Trabalhamos para que nossas vozes sejam ouvidas e para que animais inocentes não precisem sofrer nas mãos do ser humano, até porque esta prática cruel não traz nenhum benefício ao meio ambiente. 

O finning trata-se de remover as barbatanas dos tubarões e lançarem a carcaça de volta ao mar. E existem provas recolhidas pela GNR no dia seis de janeiro deste ano de uma embarcação que escondia no seu porão “um total de 83 barbatanas de tubarão e 21 quilos de tubarão esfolado e esviscerado”, ou seja, não é um problema distante nem um problema que nos afetará somente no futuro, mas é algo recente e que já está acontecendo. 

Segundo o mesmo documento da GNR, o finning contribui para a mortalidade excessiva dos tubarões e mesmo assim a União Europeia é um dos maiores exportadores de barbatanas e uma importante plataforma de transito para o comércio das mesmas, “apesar da proibição de remoção das barbatanas a bordo dos navios da UE e nas águas da UE, e da obrigação de desembarque dos tubarões com as barbatanas unidas ao corpo”.

Mesmo sabendo que não poderemos mudar o mundo o que a SSF é admirável: com uma equipe diversificada e dedicada nos concentramos em fazer saber a todos sobre a verdade, sobre o que realmente fazem a estas criaturas e sobre como podemos fazer com que isto acabe de uma vez por todas.

 

Isabela Lage (Aluna do 2.º Ano da Licenciatura e Vice-Diretora do Jur.nal)

14
Out21

Perdi-me

Jur.nal

 

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Busquei novos caminhos,

Novos trilhos,

E, ironicamente,  

Deparei-me com sarilhos.

Corri por entre serras,

Montanhas e praias.

Encontrei a minha alma,

Viva e desbotada,

Perdi o meu corpo,

Já gasto; quase morto.

Perdi-me no tempo,

Nos lugares.

Perdi-me no nefasto silêncio

Do mundo sofredor;

Perdi-me sem saber;

Perdi-me no esplendor.

Lutei para compreender

O amargor das palavras;

Para perceber o grito das crianças;

Para enfim entender a fereza humana.

Enlouqueci com o mundo,

Perdi-me em espírito.

E como a Terra na sua essência

Ardi nas chamas da demência.

 

Isabel Pedroso Silva (Convidada do Jur.nal)

11
Out21

Reseña Artista Colombiano

Jur.nal

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Soy Bogotano de nacimiento, ingeniero ambiental, artista de vocación, mi trabajo ha explorado temas como la ciudad, el medio ambiente la contaminación, la memoria, y los sentimientos, he explorado netamente la cartografía del espacio público como modelo y soporte de sistemas de integración e interacción ciudadana. Me intereso tratar de dilucidar el mundo que me rodea, así como establecer las relaciones entre ese mundo habitual y otros conocimientos. En el proceso busco revitalizar el espacio público para que el azar y lo inesperado sucedan y se mimeticen con el entorno.

El arte me ha proporcionado la oportunidad de explorar otra faceta, integrándola al conocimiento ambiental, participar en diferentes eventos y procesos locales, distritales ,nacionales e internacionales me ha permitido generar un gran aporte a la construcción de sociedad, utilizando el arte como herramienta, en dicho proceso artistico busco interactuar con personas, conocer su realidad sus historias y sus imaginarios, para luego retratarlos de manera realista, en grandes extensiones de muro a formatos de gran escala, esto permite fortalecer mi proceso artístico y humano siendo cada vez más experto en las técnicas y la composición, actualmente pinto constante en diferentes ciudades del mundo, en esta ocacion portugal, donde al lado de una comunidad de artistas colombianos residentes en Lisboa en una pintada de resistencia, retrate el rostro de un niño Kamëntsá un pueblo indígena de Colombia, quienes durante su ritual del carnaval del perdón, tienen como finalidad “armonizar” las relaciones sociales y restablecer el equilibrio alterado por los conflictos, fortalecer los lazos comunitarios y garantizar la prosperidad para todos, mediante la compensación y agradecimiento a la Madre Tierra por los frutos recibidos.

 

Mas informacion sobre el pueblo Kamëntsá:

https://www.javeriana.edu.co/unesco/humanidadesDigitales/ponencias/pdf/IV_81.pdf

 

Mr. Garpear (Artista Colombiano e Convidado do Jur.nal)

07
Out21

Raízes

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Já cantava a Dulce Pontes “Fado, só quando a saudade vem/Arrancar do meu passado/Um grande amor” na sua emblemática música para o Festival Eurovisão da Canção em 1991.

E recordo, passados 30 anos, os mesmos com que a minha mãe me trouxe ao mundo, estas palavras que interpreto do seguinte modo: só nos lembramos das nossas origens quanto bate a saudade, quando nos confrontamos com essa falta. E é precisamente em dedicação às terras e terrinhas que a maioria dos lisboetas têm pelo país, sejam elas as suas origens, as dos pais ou avós. Sim, e termina aqui porque a partir da terceira geração, de acordo com o meu pai, já se é considerado “alfacinha de gema”, que, assim sendo, é o que me pode definir a cerca de 50%. “Mas porquê a metade?” – perguntarão, talvez, vocês. E respondo-o da forma mais breve que conseguir e, como todas as boas histórias, começá-la-ei pelo início.

Ora, começando pelos mais velhos (que na verdade são quem já cá não está), o meu avô paterno, como bom tripeiro de apelido Leite (que herdou da sua mãe, que por algum motivo quebrou a tradição e deu nome à sua família e ao marido), era do Porto, mas cedo ficou órfão, acabando num orfanato do piorio, pelo que aos 18 se alistou na Sagres, como forma de se lhe escapar e à fome, bem como para conquistar a sua independência, como qualquer jovem de 18 anos desejaria.

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Através das viagens feitas a tal propósito, acabou por conhecer a minha Avó, alfacinha nascida e criada, se bem que não pelos pais, mas sim por uma criada a quem apelidava carinhosamente de Mãezinha. Desta união nascem o meu pai e o meu tio, em Benfica, mas levados para morar na antiga freguesia do Alto do Pina, agora Areeiro (sim, a estação de metro que nunca mais é arranjada), mas que viveram sempre entre Lisboa e a casa de férias na Lagoa de Albufeira, onde se viriam a refugiar quando souberam com antecedência que no dia 25 de Abril de 1974 iria haver uma revolução e que iriam tentar ocupar, forçosamente, as casas que sem dono se encontrassem.

Virando-me para o meu lado materno, posso dizer antes de mais que a história é curta. Sou Faveiro, apelido conhecido em Ansião, Leiria, de onde é a minha mãe (se bem que nascida em Coimbra e que mais tarde lá faria os estudos) e porventura todos os seus antecedentes – porque nas aldeias assim é: fácil de sabermos as nossas origens.

Finalmente eu, uma “alfacinha de gema” nascida na exata freguesia onde atualmente estudo, São Sebastião da Pedreira, na Maternidade Alfredo da Costa, assim como quase todos os restantes lisboetas. Mas falta ainda outro elemento à minha autodefinição, pois me mudei para Odivelas, com 2 anos, sendo aqui que cresci e onde tenho os meus amigos, pelo que terei de reescrever o dito acima: uma “alfacinha de gema odivelense”.

O que quer que isto quer dizer é precisamente o que estou a tentar descobrir. Sempre vivi entre Odivelas e Lisboa, ora vivendo em Odivelas, ora indo a consultas em Lisboa, ora estudando em Odivelas, ora passeando por Lisboa. Ainda tenho a minha terrinha, Ansião, mas, para ser sincera, não me se lhe conecto. Não conheço as pessoas, as histórias por detrás delas, nem as casas que passaram de uma família para outra, mas que no fundo estão ali todas interligadas. Considero-me, por isso, uma alfacinha odivelense sem terra. Com origens, mas, na verdade, com demasiadas para poder dizer que sou, de facto, de uma. Gosto de descobrir mais factos históricos sobre Odivelas, é verdade, mas daqui não tenho “sangue”, e adicionado à minha preferência pelas ruas de Lisboa resulta no caos que é a minha mente. Aliás, todo este pensamento é produto do que se aqui se iniciou quando fui com as madrinhas de praxe comprar o traje académico e me perguntaram de onde eu era. E eu encravei, não tive resposta pronta, como costumo sempre ter, e calculo, igualmente, que, se tudo correr bem, tal encravadela aconteça mais vezes, despoletando toda esta e outras linhas de pensamento que se cruzam e entrecruzam no meu cerebelo.

Ana Leonor Leite (Aluna do 2.º Ano da Licenciatura)

04
Out21

Mais Olhos Que Bazuca

Jur.nal

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O nome significa a entrada de muito dinheiro, a maior parte a fundo perdido, da União Europeia. Não gosto da ideia de constituir um grande poder financeiro para vencer a crise, sendo a única solução para colmatar as lacunas do nosso Portugal assoberbado de complicações.

O governo português desenhou a bazuca europeia mais virada para o setor estatal, virada para a economia pública. Sinto que o dinheiro da bazuca europeia está centralizado, muito ligado à área de saúde e à administração pública e não tão ligado, infelizmente, à recapitalização das empresas e digitalização que são áreas cada vez mais prioritárias e sobre as quais deverão incidir as reformas estruturais alinhadas às prioridades da União Europeia.  O que tende a ser o cenário inverso dos países lá fora.

O sucesso dos grandes investimentos infraestruturais pressupõe sempre o conhecimento prévio do nível de maturidade dos projetos, bem como precisar se é ou não viável em termos técnicos, económicos e financeiros, do seu impacto territorial e ambiental, e ainda do seu enquadramento orçamental e respetivo modelo de contratação. 

É também verdade que estes fundos europeus não são dinheiro que entra garantidamente, é preciso estabilizar objetivos e cumprir um conjunto de requisitos para então conseguir a ajuda pretendida. 

Por exemplo, creio que é fundamental tornar as infraestruturas robustas e adaptá-las a novas exigências energéticas e climáticas, assim como adaptar as empresas para a transição para uma realidade mais digital (inclusive apostar na automação dos processos), criar benefícios fiscais, reduzir a carga fiscal e arriscar na sustentabilidade e na conexão em infraestruturas públicas e políticas de incentivo, sobretudo, no interior do país. Deve haver este incentivo de forma a captar a poupança externa, atendendo à nossa economia altamente endividada.

Portanto, é de extrema importância garantir uma produtividade mais competitiva de Portugal, assim como reduzir os custos de contextos relativos à burocracia e à minha área de formação, a justiça.

Adriana Rodrigues Vieira (Mestranda em Fiscal na Universidade Católica e Membro Colaboradora do Jur.nal na Nova School of Law)

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