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JUR.NAL ONLINE

Jornal Oficial dos Estudantes da NOVA School of Law

Jornal Oficial dos Estudantes da NOVA School of Law

28
Jan19

O Melhor de 2018 - Música #2

Jur.nal

Imagem: JUR.NAL

(Imagem: JUR.NAL)

De volta à música!

 

𝐌𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐀́𝐥𝐛𝐮𝐧𝐬 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟏𝟖 por 𝐉𝐨𝐬𝐞́ 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 𝐏𝐚𝐢𝐯𝐚

𝟑. 𝐀𝐫𝐜𝐭𝐢𝐜 𝐌𝐨𝐧𝐤𝐞𝐲𝐬 – 𝐓𝐫𝐚𝐧𝐪𝐮𝐢𝐥𝐢𝐭𝐲 𝐁𝐚𝐬𝐞 𝐇𝐨𝐭𝐞𝐥 + 𝐂𝐚𝐬𝐢𝐧𝐨

Após o sucesso mundial de AM que fixou a banda de Alex Turner e companhia de forma definitiva como os maiores ícones do rock atual, surge o sexto álbum da banda britânica. Muito se escreveu na imprensa sobre a ausência das guitarras frenéticas que caracterizavam os discos anteriores, no entanto, parece-me ser precisamente o espaço que essa ausência criou ao lirismo de Turner que me faz incluir o novo álbum dos Arctic Monkeys nesta lista. Importa referir que, depois da passagem insossa em 2014 pelo NOS ALIVE, os Arctic Monkeys finalmente voltaram a arrebatar os palcos portugueses em 2018 com as novas malhas deste disco.

𝟐. 𝐊𝐢𝐝𝐬 𝐒𝐞𝐞 𝐆𝐡𝐨𝐬𝐭𝐬 – 𝐊𝐢𝐝𝐬 𝐒𝐞𝐞 𝐆𝐡𝐨𝐬𝐭𝐬

2018 foi o ano mais produtivo que testemunhei de Kanye West. De NAS a Pusha T até ao seu próprio “Ye”, houve uma sexta-feira de lançamento para todos os gostos. No entanto, foi na sua colaboração com Kid Cudi que fui relembrado das razões pelas quais gosto tanto de Kanye. Nos 23 minutos, que são demasiado curtos, os dois artistas exploram as suas patologias psiquiátricas que hoje os unem, mas que, no passado tantas vezes os afastaram. Confesso que a falta de ortodoxia de “Feel The Love” a abrir o álbum não me fazia prever o amor que em pouco tempo viria a ter por este disco. A verdade é que me acompanhou numa tortuosa última época de exames e há de ficar para sempre como uma das melhores colaborações que vi acontecer na música. Na música, sim! É demasiado redutor chamar a este um álbum de hip-hop. É de música.

𝐌𝐞𝐧𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐇𝐨𝐧𝐫𝐨𝐬𝐚: 𝐑𝐨𝐬𝐚𝐥𝐢𝐚 – 𝐄𝐥 𝐌𝐚𝐥 𝐐𝐮𝐞𝐫𝐞𝐫

𝟏. 𝐄𝐚𝐫𝐥 𝐒𝐰𝐞𝐚𝐭𝐬𝐡𝐢𝐫𝐭 – 𝐒𝐨𝐦𝐞 𝐑𝐚𝐩 𝐒𝐨𝐧𝐠𝐬

Até à data, Earl Sweatshirt era um nome que respeitava, mas pelo qual não nutria particular admiração. Do grupo “ODD FUTURE”, nomes como Tyler The Creator e Frank Ocean tinham uma presença demasiado preponderante nos meus fones para que lhe tivesse dado o espaço que talvez já merecesse há mais tempo. Diz o velho ditado que mais vale tarde que nunca, mas também não me parece que tenha sido tarde para Earl, uma vez que este álbum, de um minimalismo desconcertante, a começar pelo título, é uma das se não a melhor entrada da sua carreira até hoje. É verdade que passou um pouco despercebido, todavia, assim que o ouvi pela primeira vez transportou-me para um lugar que prezo muito no género – MF DOOM. Há uma razão bastante simples para isto, o facto da produção jazzística e pouco ruidosa deste disco ser bastante semelhante à de MADLIB o que, há semelhança do que acontece com DOOM, deixa todo o poder do álbum entregue à lírica de Earl. A ausência de baixos poderosos e refrões de encher o ouvido são um grande fator diferenciador na era dos “Lil’s”. Essa é só uma das ótimas razões para “Some Rap Songs” ser o melhor que ouvi em 2018.

25
Jan19

O Melhor de 2018 - Cinema

Jur.nal

(Imagem: JUR.NAL)

Ontem música, hoje, a sétima arte!

 

𝐌𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐅𝐢𝐥𝐦𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟏𝟖 por 𝐉𝐮𝐥𝐢𝐚𝐧𝐚 𝐒𝐞𝐧𝐫𝐚

𝟏. 𝐂𝐨𝐥𝐝 𝐖𝐚𝐫 (𝐏𝐚𝐰𝐞𝐥 𝐏𝐚𝐰𝐥𝐢𝐤𝐨𝐰𝐬𝐤𝐢)
O presente de uma decisão e o seu prolongamento no tempo respondem a ponderações absolutamente diferentes. Quantas vezes não foi fútil, com o passar dos dias, meses e anos, a ação que tomámos, quando era, no momento, absolutamente necessária? O amor é viver dentro deste paradoxo, criado pela invasão do mais íntimo núcleo interior, tanto desejada como temida, o choque entre o simples idealismo do desejo e o complexo ser. Cold War retrata perfeitamente esses avanços e retrocessos, baseados numa certeza do amor que tende a consumir-se a si própria com a ignição da dúvida mundana. Tão real quanto platónico, este filme de estética perfeccionista e vozes sublimes chama o choro da beleza pura.

𝟐. 𝐒𝐡𝐨𝐩𝐥𝐢𝐟𝐭𝐞𝐫𝐬 (𝐊𝐨𝐫𝐞-𝐄𝐝𝐚)
O melhor de Shoplifters é que não é, absolutamente, um filme moralista. Mostra-nos uma visão alternativa da família e das convenções sociais sem que a apresente como imaculada crítica ao sistema vigente, expondo-a, no fundo, como real, incongruente e complexa, como não podia deixar de ser. Legal e moralmente, não ficamos confortáveis com as ações dos membros da família, mas a sua base é um nítido afeto inomeável que tanto nos confunde pela incapacidade de ser categorizado como nos conquista pela sua força e imperatividade. E as crianças são adoráveis... No fundo, é bom porque as crianças são adoráveis.

𝟑. 𝐇𝐚𝐩𝐩𝐲 𝐚𝐬 𝐋𝐚𝐳𝐚𝐫𝐮𝐬 (𝐀𝐥𝐢𝐜𝐞 𝐑𝐨𝐡𝐫𝐰𝐚𝐜𝐡𝐞𝐫)
𝘐𝘭 𝘨𝘳𝘢𝘯𝘥𝘦 𝘪𝘯𝘨𝘢𝘯𝘯𝘰. A expressão é deliciosa e traduz uma promessa de salvamento em que tenuemente acreditamos também – o desmascarar das opressões diárias, da mecanicidade e frustração aquietadas da nossa vida moderna, alienada, orientada pelo dinheiro. Não é uma revolução, só um gracejo trocista face às nossas certezas diárias, sem que seja um apelo à pobreza ou à “simplicidade” tão perigosamente idealizadas. Apenas mostra que o contrário da simplicidade pode ser, ele próprio, um grande engano. Deixo-vos, como o filme, com poucas conclusões e muitas dúvidas, e este grande sentimento de viver uma farsa e de, não conhecendo alternativa, aceitá-la.

𝐌𝐞𝐧𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐇𝐨𝐧𝐫𝐨𝐬𝐚
Um carinho especial ainda para a serie televisiva portuguesa “3 Mulheres” (Fernando Vendrell), que, com um elenco jovem e vigoroso, retrata a resistência cultural e política clandestina no Portugal de Salazar, cumprindo desde logo a meritosa missão de nos reavivar a memória e de nos mostrar o direito, os julgamentos e as detenções que mantinham o regime sobre a aparência da legalidade e da ordem, e as deliciosas fugas a todos estes mecanismos estatais. Ao concretizar como pessoas reais com uma história, por vezes trágica, de intervenção e amor à cultura personalidades como Natália Correia, Sttau Monteiro, Mário Cesariny, e ao ensinar-nos sobre aquelas que tínhamos coletivamente esquecido, como o inesperado Fernando Ribeiro de Mello, é, para além de pedagógica, um grande gosto.

24
Jan19

O Melhor de 2018 - Música

Jur.nal

 

(Imagem: JUR.NAL)

Tal como já tinha sido feito anteriormente, foi lançado o desafio à redação para que apresentasse as suas escolhas para o melhor que 2018 nos trouxe a nível de música, cultura e entretenimento.

Assim sendo, aqui fica o primeiro artigo que temos para vos apresentar, fiquem atentos, pois mais virão!

𝐌𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐒𝐢𝐧𝐠𝐥𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟏𝟖 por 𝐓𝐨𝐦𝐚́𝐬 𝐁𝐮𝐫𝐧𝐬

𝟏. 𝐁𝐥𝐨𝐨𝐝𝐥𝐞𝐬𝐬 - 𝐀𝐧𝐝𝐫𝐞𝐰 𝐁𝐢𝐫𝐝 
Num ano em que não faltaram grandes hinos políticos, especialmente contra os grandes papões do populismo, surge do génio musical de Andrew Bird, melhor conhecido por um folk que não se prende à nostalgia pastoral e toca em sensibilidades modernas, um aviso para os anos que se avizinham. Através de referências bíblicas e comparações à Guerra Civil Espanhola, Bird desenha a sua mensagem política com um som mais cosmopolita e com uma produção extremamente "slick", que não é costume na sua música, mas que mantém o otimismo caraterístico dele.

𝟐. 𝐌𝐫. 𝐓𝐢𝐥𝐥𝐦𝐚𝐧 - 𝐅𝐚𝐭𝐡𝐞𝐫 𝐉𝐨𝐡𝐧 𝐌𝐢𝐬𝐭𝐲 
2018 viu um Father John Misty mais honesto consigo próprio, e talvez a canção que melhor mostrou esta evolução é Mr. Tillman, onde assistimos a uma interação eclética e quase surreal entre um rececionista de um Hotel e o próprio Mr. Tillman. O profissionalismo do rececionista contrasta com as atitudes e respostas irresponsáveis e boémias de FJM, que esconde através do alcoolismo e do consumo de drogas uma depressão grave. Uma reescritura criativa do clássico conflito entre a consciência, aqui personificada por um funcionário cada vez mais frustrado, e o homem que pouco quer saber desta.

𝟑. 𝐃𝐚𝐧𝐧𝐲 𝐍𝐞𝐝𝐞𝐥𝐤𝐨 - 𝐈𝐝𝐥𝐞𝐬 
No seu álbum Joy as an Act of Resistance, os Idles executaram a clássica conjugação entre o punk e a política típica de bandas como os Sex Pistols, os Clash e os Dead Kennedys mas com um twist moderno. O melhor exemplo desta ira política surge no single que antecedeu o álbum: Danny Nedelko. Com o nome de um imigrante ucraniano próximo da banda, esta canção explora angústias modernas derivadas da imigração en masse através da fúria caraterística não só dos Idles, mas do punk em geral, invocando vários imigrantes, de Freddie Mercury ao talheiro polaco da zona, e apelando pela união e pela irmandade com um ritmo energético e incrivelmente poderoso.

𝐀𝐥𝐠𝐮𝐦𝐚𝐬 𝐦𝐞𝐧𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐡𝐨𝐧𝐫𝐨𝐬𝐚𝐬: 
Foi um ano muito bom para o hip-hop, e foi um ano particularmente bom para Donald Glover, que no espaço de um ano participou num filme da saga Star Wars ("Solo"), produziu a segunda temporada da sua série de sucesso “Atlanta” e lançou talvez a “canção do ano”, pelo menos a canção que mais marcou 2018: This is America , sob o seu pseudónimo Childish Gambino, um hino político que misturou hip-hop e gospel e a romantização da cultura afro-americana com a violência que tanto marca a comunidade. Também num ano muito bom para si, Anderson Paak lançou o single Bubblin, uma canção poderosíssima refletindo sobre a sua carreira, a sua música e a fama consequente, sucedido pelo álbum Oxnard, também um sucesso tremendo.

20
Jan19

Quem somos

Jur.nal

Somos o JUR.NAL.

Não aconselhamos a que se atente demasiado no nome, tentando descortinar-se sentidos, trocadilhos e com isso adivinhar o que fazemos. É algo enganador, o nome por que respondemos: nem somos um jornal, nem nos ocupamos (primacialmente) da ciência jurídica - deixamos essa parte para as aulas (e já não é pouco).

Acontece que acabamos a lutar dia-a-dia contra nós proprios. Chamam-nos, muitos - quase todos - jurnal, assim, sem o ponto final, vital, ali no meio. E nós, redatores e diretores, acabamos, também, muitas vezes, vítimas do descuido... Mas não, não somos um jornal de faculdade. 

Na verdade, nem sabemos bem o que somos; sabemos, sim, o que pretendemos: ser, sempre e cada vez mais, um pólo de distração confortável aos dias (e noites) de um estudante de direito. Do estudante de direito da FDUNL. Damos-lhe voz, não raras vezes, para que se possa exprimir em termos distintos daqueles com que o faz no Direito, que acaba por esconder potencialidades porventura menos imediatas. Mas devem ser exploradas - é o nosso trabalho.

Foi sempre esse o objectivo deste núcleo autónomo da AEFDUNL. Desde o início, há vinte anos (1998/1999), mal nascera a nossa Faculdade - e com ela o espírito de iniciativa. 

A tarefa não é fácil. Fomo-nos reinventando, ao longo de vinte anos, mas sempre com os mesmos objectivos traçados (começámos por ter um formato de revista e custávamos 100 escudos; algures na viragem da primeira para a segunda década de existência andámos adormecidos - em coma, talvez... -, voltámos para ser um grande flyer - em tamanho e qualidade -, passámos a ser de distribuição gratuita e diversificámos as nossas áreas de interesse!).

Como atingi-los? Com o que mais nos agradar: textos de opinião, entrevistas, poemas, eventos, ou até a grande novidade: o tão esperado podcast. Isto, mas muito mais - vontade nunca nos faltou.

Estamos aqui, estamos cá - e agora com um blog.

Virados, sempre, para dentro; a partir de hoje, com os olhos postos, também, fora: em quem, seja quem for, se revir nos textos, nas iniciativas e nos próprios estudantes da FDUNL. 

 

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